ilustração de Oliver Jeffers

23/02/10

A Escada para a Lua

Estava eu com o meu pai a ir para o Museu de História Natural ver uma exposição sobre a Lua...
- Pai, eu fico aqui, se quiseres vai ver outra coisa, disse eu. E lá foi ele. Fiquei a ver a exposição e reparei num quadro, muito só, com apenas um pontinho branco, uma escada flutuante e um fundo azul. Fiquei a olhar para ele e imaginei como seria estar lá. De repente, fechei os olhos e quando os voltei a abrir, estava num sítio isolado. Era igualzinho ao do quadro, só que a única diferença é que não havia escada.
Fiquei muito triste, mas achei que não estava lá ninguém, e gritei:
- Olá, está aí alguém??
- Quem está aí? – respondeu uma voz do Além.
- Quem fala? – gaguejei eu.
- Não interessa. Quem és tu?
- Sou uma pessoa que não sabe onde está.
- Estás no quadro chamado “A Escada para a Lua”.
- A sério?! – gozei eu. – Então onde está a escada?
- Queres vê-la? Então aí está.


Apareceu, então, uma escada gigante.
- Sobe, sobe! – respondeu a voz do Além – Assim, não me chateias.
E então subi ,e ao fim de umas horas cheguei ao topo. Repentinamente, apareceu um fantasma que me disse:
- Chegaste ao Inferno, agora vais morrer.
O monstro empurrou-me e quando cheguei ao chão acordei do outro lado, no Museu.
Foi uma grande aventura. Mas o quadro estava diferente. Agora, a Lua estava vermelha, da cor do Inferno

Vasco Infante 7.º B

nota: texto motivado actividade de escrita "uma aventura dentro de um quadro".

16/02/10

entre linhas

Com o frio que está lá fora, todo o bicho lê. Aceitam-se legendas para esta imagem.


20/01/10

Concurso Nacional de Leitura

Está concluída a primeira fase do Concurso Nacional de Leitura - apuramento dos candidatos por escolas.
A Prova realizada pelos nossos seis garbosos candidatos (na imagem) aconteceu no passado dia 11, no Centro de Recursos.

Lista dos apurados, por ordem alfabética:

Ana Catarina Antunes
João Ramos
Maria Saramago


Realizaram, ainda, a prova:

Diana Micu
Emília Monteiro
Juliana Ramos


Inscritos, mas desistentes:

João Ferreira
Mafalda Rocha
Maria Catarina Silva
Mónica Loureiro


09/01/10

Sonhos

Motivação para a actividade de escrita "uma aventura dentro de um quadro".

Curiosidades deste vídeo: é uma das cenas do filme do cineasta Akira Kurosawa, "Sonhos", numa homenagem ao pintor Van Gogh. O excerto chama-se Corvos. Kurosawa filmou isto com 90 anos; Van Gogh é representado por Martin Scorcese; a música é de Chopin, sonata Raindrops.


04/01/10

Os três garotos do “subway”

Os três garotos que frequentavam habitualmente uma rua de Nova York, onde havia grandes respiradouros, passaram a fazer descidas diárias ao “subway”. Conseguiam assim arranjar moedas e objectos de algum valor.
Um dia entraram para dentro de um respiradouro, pois tinham visto três moedas de ouro. Pediram ajuda a outro rapaz para ficar de vigilância. Quando eles já estavam lá dentro, o rapaz trancou-os. Ficaram assim trancados nos túneis do “subway”, o Zé, o João e o David.


- Podia ter sido pior, afinal temos três moedas de ouro - afirmou o David.
-Não sejas parvo, vamos ter de encontrar um caminho para sairmos daqui – disse o Zé.
-Isso não é fácil, porque não deve haver outra saída – retorquiu o João.
-Temos que começar a gritar. Alguém nos irá ajudar – abafou o Zé com a sua voz grossa.
-Não devemos causar escândalo, vamos tentar arrombar os respiradouros – afirmou o João.
Então resolveram começar a andar pelo túnel adentro. Ao fim de muito caminhar encontraram o limpa-vias. Este perguntou-lhes:
-Quem são vocês?
-Ficámos trancados nos respiradouros e precisamos que nos deixe passar, para sairmos daqui para fora – responderam eles simultaneamente.
-Eu levo-vos por um caminho secreto – afirmou o limpa-vias.
Eles ficaram-lhe muito gratos, pois num ápice chegaram à estação do metro. Eles e o limpa-vias tornaram-se grandes amigos e dali em diante, quando a colheita de moedas rendia, dividiam com ele.
Assim, dali para a frente, a vida do limpa-vias passou a ser melhor, porque passou a ter dinheiro para comprar comida para os seus filhos.

Tiago Rodrigues, 7.º B

*texto motivado pela leitura de Arroz do Céu de José Rodrigues Miguéis

18/12/09

A magia do Natal

Todos sabemos que o Natal tem magia…
Dá-nos vontade de nos abraçarmos e ficarmos ao cantinho da lareira, a lembrarmos as maravilhosas aventuras que a nossa família passou connosco ao longo do ano… mas, e quando o Natal perde a magia?
Entre flocos de neve, numa casa da Lapónia, o Natalino comia nervosamente os seus flocos de cereais. O trenó esperava lá fora para o levar à escola já decorado para fazer a grande viagem anual da noite de 24 de Dezembro.



-Ai, ai! O que é que o meu pai vai dizer… - disse o Natalino, ele, que é o Pai Natal! – repetiu ele, roendo as unhas.
-Mas como é que aconteceu?! – perguntou a Natália, a irmã pequena do Natalino.
-Não sei, acordei e a barba dele não estava branca. Estava verde! Acho que é influência das alterações climáticas.
-Talvez se pusermos umas decoraçõezitas, não se note tanto, disse Natália, ele ainda está a dormir!
-Aaaaaahhh!!!
-Ai, que ele já acordou! – disseram o Natalino e a Natália em coro.
-Não se preocupe, pai, venha tomar chocolate quente para acalmar. Já falámos com o São Nicolau e o Sr. Scrooge que vão distribuir as prendas este ano. Basta enviarmos um e-mail a todas as crianças a dizer que este ano o Pai Natal não pode ir, porque está com Gripe A. O Pai Natal está afónico e não faz Oh-oh-oh, só Atchim-atchim-atchim…

Dias depois, a caixa de correio do Pai Natal estava bloqueada com tantos desejos de melhoras de todo o Mundo.
Greenpeace, Quercus, BBC vida selvagem, atenção! O Pai Natal já foi afectado pelas mudanças climáticas.
A Magia do Natal tem de continuar!


João Ramos, 7.º B

Balada da Neve


Reciclar?

– É importante saber reciclar, pois assim podemos contribuir para um futuro melhor. Quem aqui, já reciclou? Todos levantaram a mão menos eu.
– Sofia, nunca reciclaste?
– Não, senhora professora.
– E então porquê?
– Porque é um desperdício de tempo andarmos aí a separar o papel e cartão do metal e do vidro. E também deito o lixo para o chão quando estou com pressa. Assim evito andar mais, até ao caixote de lixo, sabe…
– Sim, sei. Bom, quem é que já tem o dinheiro para a visita de estudo à Reciclolândia? - todos (sem excepção) levantaram a mão – Bem, vão todos, menos a Sofia.
– O quê?! -perguntei eu com muita indignação.
– Tu não vais.
– E então porquê?!
– Porque só vai quem perceber o significado da palavra reciclagem.
– Mas eu sei o que é a reciclagem.
– Então o que é?
– Reciclagem… É quando colocamos o lixo no respectivo ecoponto.
– Não, não é! – dizia a professora com muita certeza – mas vou dar-te outra oportunidade. Escreve uma composição de duzentas palavras a explicar o que é realmente, a reciclagem
– E se estiver correcta, vou à visita de estudo?
– Sim. Tem é de ter duzentas palavras.
– E se…
– DUZENTAS!

Fui para casa e pensei durante muito tempo sobre o assunto (sobre o texto que iria escrever, até à minha hora de dormir).
Quando acordei, reparei que estava tudo muito diferente: o meu quarto branco tinha-se transformado num horrível quarto verde com tudo o resto, relacionado com ambiente.
O pior veio a seguir. Quando abri a porta do meu quarto, deparei com uma fábrica da Reciclolândia! Nem queria acreditar. Encontrei também uma linda fada que me explicou que fui para ali através de uma máquina do tempo.
Mas, para ser sincera, diverti-me bastante e aprendi muito sobre a reciclagem.
Uma das coisas que aprendi, e que me interessou bastante, foi o facto das roupas que nós usamos serem feitas de plástico.
– Agora que já aprendeste tudo o que devias saber sobre a reciclagem, está na hora de voltares à tua casa.

De repente acordei. Afinal tinha sido apenas um sonho.


Emília Monteiro 7.ºC

08/12/09

A linha azul bebé

Era uma vez um Rato, um rato com letra maiúscula, porque este era o Rei dos ratos. Mas estes ratos, por mais gordos ou altos que fossem, eram com letra minúscula, porque eram apenas os criados, nada mais do que isso para o Rei dos ratos. Na verdade, estes ratos com letra minúscula nem sequer tinham vida própria. Tudo o que o rei pedia, eles tinham de fazer ou então…ZÁS! Eram enforcados!

Eu sei, era um rei terrível mas tinha defeitos mais “suaves”, embora aborrecidos, sim muito aborrecidos. A sua roupa não podia ser vista em mais sítio nenhum, ou seja, tinha de ser única no Mundo, por isso tinha o seu próprio alfaiate. Porém, com o feitio do Rei dos ratos, o alfaiate foi-se embora. O Rei dos ratos ficou furioso e disse a todos os ratos:
- TÊM DOIS DIAS PARA ME TRAZEREM UM ALFAIATE SÓ PARA MIM, SE NÃO…hum SE NÃO…hum… PONHO-VOS TODOS NA PRISÃO! É ISSO MESMO! TO-DOS-NA- PRI-SÃO! MEXAM-SE!
Todos os ratos começaram a correr de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Parecia a hora de ponta no metro.



Mas, no meio de todos eles havia um ratinho muito pequenino que sabia exactamente o que fazer. À frente do Palácio do Rei dos ratos havia uma loja de linhas e como Chico (o ratinho) era pequenino, conseguia facilmente passar por debaixo daquelas portas velhas, que há nas casas antigas onde parece que a madeira não chega para acabar a porta, por isso ficam sem uns centímetros em baixo.
Quando chegou à loja, Chico foi ter com a sua amiga Linha Azul Bebé e desabafou com ela:
- Olá! - disse Chico, mal entrou na loja.
- Olá! – Respondeu Azul – Então o que fez desta vez aquele feioso Rei dos ratos? – fazendo uma careta ao pensar no Rei.
- Bem, lembras-te do Gaspar, o alfaiate simpático de que eu te falei? Foi-se embora…
- Também não admira, com o feitiozinho que o Rei tem, eu fazia o mesmo. A não ser que me tratasse bem, o que é muito difícil!
- Pois, mas agora deu-nos dois dias para encontrarmos alguém que possa substituir o Gaspar.
- Mas isso é fácil... a D. Rosa!
- Quem? A dona desta loja? Nem pensar, não tinha paciência.
- Tinha, tinha. E dava-lhe umas belas respostas – afirmou Azul confiante.

Depois disto, o Chico foi falar com a D. Rosa e, por incrível que pareça, ela aceitou. Desde esse dia fez montanhas de fatos únicos e o Rei pagou-lhe muito bem e até estava mais amável!
Parecia apaixonado!
Um dia acabaram-se os fatos e o Rei pediu a dois ratos que fossem à loja contar o grande drama. Estes foram, rindo-se pelo caminho até encontrarem a D. Rosa, que se riu ainda mais do que eles.
Quando chegou ao Palácio, a D. Rosa deparou-se com um problema! Não tinha linha azul…aquele azul da Linha Azul Bebé, a amiga do Chico, lembram-se? O Chico lembrou-se:
- A Linha Azul Bebé! – disse em voz alta. – É perfeita.
- Tens razão - concordou a D. Rosa. – Vou lá buscá-la.
Foi buscar a Azul e voltou num ápice. Mas, quem ficou muito contente foi o Rei dos Ratos e, pela primeira vez, os Ratos foram chamados com letra maiúscula.
Graças à Azul, a Linha Azul Bebé, passou a viver-se em paz naquele reino.

Maria Saramago, 7.º C

30/11/09

O Rapaz do Pijama às Riscas, John Boyne

Este livro é sobre um menino, de nove anos, lutando para perceber o que acontece à sua volta em Auschuitz*, durante a 2ª Guerra Mundial. A personagem principal, Bruno, é o filho de um comandante de campos de concentração de judeus. Ele tem uma irmã mais velha, a Gretel (apelidada “uma caso perdido”). Moravam numa mansão com cinco andares, até que subitamente se mudam para “Acho-Vil” (na realidade, Auschwitz). Bruno fica indignado com a decisão de seu pai, e, passa o tempo no seu novo quarto, sem ninguém com quem brincar. Ficou também incomodado com o facto de que a sua casa tem três andares, ao contrário da mansão de onde vivia, antes, com cinco andares. Bruno achava que a nova casa não tinha “cantinhos” para ser explorados. Também sente falta de escorregar pelo corrimão das escadas da sua antiga casa.

Da janela de seu quarto, Bruno descobre que, atrás de uma cerca, vivem pessoas vestidas, cada uma com um “pijamas às riscas”. Eles são os judeus, e estão num campo de concentração, situação que o menino desconhece.



Entre tédio e confusão, ele interroga-se sobre o que estava a acontecer em Acho--Vil e por que é que as pessoas do outro lado da cerca estavam todas vestidas com um pijama às riscas. Bruno, explorando o seu quintal, um dia foi mais longe, então conhece um judeu de sua idade, Shmuel. Eles viam-se todos os dias à tarde, e ficavam horas seguidas a falar (às vezes também jogavam xadrez). Bruno sempre achou que do outro lado da cerca, dentro do campo de concentração havia crianças livres, com quem poderia brincar, mas com o passar do tempo, ele começa a aperceber-se que a realidade não è essa.

O final da história é inesperado, mas se o quiserem saber terão de ler o livro, pois fico por aqui.

*- Auschuitz é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polónia.
 
 
Diana Mícu, 7.º D