ilustração de Oliver Jeffers

26/01/11

Variação sobre “A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho”

A deusa Clio deixou descair a cabeça loura e adormeceu por instantes. Logo se enlearam dois fios e no desenho se empolou um nó. Amalgamaram-se então as datas de 11 de Dezembro de 2010 e de 11 de Dezembro de 1932...

Era dia 10 de Dezembro de 201 à noite, faltava uma noite para a Clara fazer 20 anos e o que ela mais havia desejado nunca se chegara a concretizar: conhecer a sua bisavó falecida há 5 anos atrás... pois viviam em diferentes continentes e nunca tinham tido oportunidade de se conhecerem embora falassem algumas vezes por telefone...
Clara fechou os olhos e adormeceu… de repente estava na Bolívia no ano de 1932 e espantou-se ao ver pessoas com uns trajes que já tinha visto em fotografias que sua mãe lhe mostrara.



Na sua direcção caminhava uma bela jovem de cabelos louro e olhos azuis, mas de um azul que nunca havia visto, surpreendeu-se ao ver as semelhanças que a jovem e ela própria tinham...e pensou para si:

- Este alto no nariz, esta falha nas sobrancelhas e estes olhos azuis não me são estranhos, esta jovem parece-se bastante comigo mas como é que é possível?

Ganhou coragem, aproximou-se da jovem e pediu-lhe informações sobre algum local para almoçar, pois estava com alguma fome e… não lhe tinha ocorrido mais nada para perguntar.

Ao ver o ar de “turista” que a Clara tinha, a jovem perguntou-lhe:

-A senhora não é daqui pois não? Nunca a vi por cá, mas se quiser podemos ir até minha casa e eu dou-lhe algumas dicas sobre esta bela cidade de La Paz.
-Tem razão, eu não sou daqui e nem sei como vim cá parar e, sim, era muito bondoso da sua parte fazer isso por mim, mas tem a certeza? Eu não quero de modo algum atrapalhar.
- Não se fala mais no assunto, vamos para minha casa e depois a senhora decide o que fazer, ah! e já agora, o meu nome é Betsy, Betsy Bihsop e o seu?
- Bishop...? O meu nome é Clara Bishop...que coincidência!

Só nessa altura é que a Clara percebeu o que sucedera, o seu desejo tinha-se tornado realidade! Mas o único problema era explicar à sua bisavó (que agora tinha a mesma idade que ela), o sucedido... que confusão!!! Mas ela iria ter de arranjar alguma solução.

- Posso tratá-la por tu, Clara?
- Sim, claro! Betsy....tenho de te explicar uma coisa um pouco confusa.
- Explica, tenho a certeza que vou compreender.
- Então é assim... eu moro em Portugal e tenho 20 anos, quer dizer 19, mas amanhã faço 20, e o meu desejo sempre foi conhecer a minha bisavó... que és tu!... Eu sei que isto é estranho, mas é esta a verdade.
- Como assim? Não estou a entender, eu só tenho 20 anos, como é que é possivel eu ser bisavó? Nem tenho filhos!
- Betsy em que ano estamos...?
- Em 1932.
- Pois, tal como eu calculei, eu recuei no tempo, para mim estamos em 2010.
- 2010?! Tens a certeza do que estás a dizer? Eu tenho uma BISNETA?
- Sim, bisneta essa que sou eu!
- Isto é mesmo muito confuso, mas ao mesmo tempo sinto-me contente.
- A sério? Não estás chateada nem nada do género??
- Não, claro que não! Mas o teu desejo foi feito ao 19 anos...quer dizer que se se concretizou ao 19, aos 20 já não vai ser “ válido”.
- Não tinha pensado nisso...mas tens toda a razão. No meu relógio são onze e meia, o que significa que temos que aproveitar a meia – hora que nos resta.
Certo...então olha, vamos para o meu sítio preferido, vamos para o pico mais alto dos Andes...o Aconcágua.
- A sério?? Mas como? Não se pode ir de carro ,é demasiado díficil
- Mas quem é que falou em carro? Eu tenho um curso de pilotagem de helicópteros, podemos sobrevoar os Andes. O que é que te parece?
- É uma excelente ideia!

Abraçaram-se uma à outra e, de repente, a Clara estava novamente deitada na sua cama, acordada e, sem saber bem porquê, mas pela primeira vez em muito tempo, não sentia aquele “vazio” no coração por não ter conhecido a sua bisavó Betsy.

Nem a Clara nem a Betsy se lembravam do sucedido pois tinham sido borrifadas com água do Rio Letes, mas ambas se sentiam muito felizes!
A Clara e a Betsy voltaram à sua vida normal, pois a deusa Clio acordou do seu próprio sonho e atentou no erro que cometera. Desfez a troca de fios e reconduziu a Clara ao seu tempo.


Clara Bishop, 8.º D

08/12/10

28/11/10

Regresso com promessa de um gato

O início do ano lectivo contemplou a mesma actividade com que se encerrou o ano lectivo anterior: a dramatização de promessa de um gato.  A sessão aconteceu a 27 de Outubro com um excelente público: a escola EB1 da Parede e o nosso 8.º B. Ficam aqui os testemunhos em imagens e palavras dos pequenos, talentosos e bravos actores.


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A representação ajudou-nos a crescer como “actores”, mas também como pessoas. Aprendemos que se quisermos atingir um sonho temos de acreditar... sempre. Só assim se conseguem ultrapassar os obstáculos que nos vão aparecendo ao longo da vida.

 Nuno Guedes, um gato malvado.

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Como diria o Sabetudo:” Tenho de consultar a enciclopédia”. Não tenho palavras para descrever o que sinto depois desta representação. É verdade que nem sempre somos uma turma bem comportada, mas conseguimos chegar onde estamos e se quiserem conhecer o sentimento que me domina terão de procurar no volume XVI, letra O, a palavra “orgulho”. Guardarei de tudo isto uma excelente recordação.

Catarina Silva, o Colonello.

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Apesar do nervosismo, esforçámo-nos muito para obtermos estes resultados e tudo acabou bem. As crianças gostaram do espectáculo, e não apenas as crianças,creio que todo o público gostou. É bom fazermos as crianças sorrir!

João Bonaparte, o Sabetudo.



“Promessa de um gato” tem como moralidade alertar as pessoas para um problema: a exclusão social. Não devemos excluir e julgar ninguém por ser diferente de nós. Para além disso, há ainda um alerta para a poluição dos mares. Se continuamos a maltratar os oceanos, a nossa vida correrá perigo.
Ao encarnar o Zorbas, apercebi-me de que é muito bom ter amigos, sejam eles iguais ou diferentes de nós.

Mafalda Rocha, o Zorbas.

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Foi muito gratificante poder participar na peça de teatro, tive oportunidade de presenciar e viver momentos muito bons, não só como “pequenos actores e actrizes”, mas também como amigos, porque é o que somos, no fundo. O tema da peça não podia ser mais adequado a nós, aprendi imenso e comecei a dar valor e a respeitar certas coisas.Gostei imenso e espero poder repetir.

Mónica, um rato.

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A peça e a representação fizeram-nos bem, não só aprendemos as noções básicas da representação como também a controlar os nervos e as emoções. Devia haver mais iniciativas destas na escola.

André Garcia, um gato malvado.



De todas as peças que já representei, esta é sem dúvida a melhor, gosto de representá-la pois ajuda a libertar as emoções e é algo que gosto de fazer. Viva a “Promessa de um gato”.

Letícia Vieira, a gaivotinha Ditosa.

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Apenas representei uma peça quando era pequena. Esta é sem dúvida a mais interessante que há! Gosto muito.

Joana Sousa, o Barlavento.

Regresso às páginas da magia

Regressamos a esta nossa casa para lhe imprimirmos testemunhos dos fascínio dos livros em nós.
Somos agora 5 turmas, menos uma do que no ano lectivo anterior. Sabemos, porém, que os nossos companheiros do início da caminhada continuam e continuarão sempre connosco.
Abramos, então, os livros, porque em cada página espera-nos um mundo novo.


30/07/10

férias... com livros.

Agora vamos descansar. Regressaremos no próximo ano lectivo. Os livros guiar-nos-ão até aqui.
Boas férias para todos.


29/07/10

uma estória

promessa de um gato

Na despedida do ano lectivo, ainda ensejo para o espectáculo promessa de um gato: tendo por timoneira a professora Regina Brasil, os seus alunos fizeram o argumento - com base na leitura da obra História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luís Sepúlveda - e a respectiva dramatização.
Aqui ficam imagens da alegria e do empenho, numa noite memorável.

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14/06/10

a melodia do silêncio

Ele não procurava gestos, procurava silêncio.

Silêncio que se estendia às três dimensões da noite
.
Ele era músico, e a sua música era o silêncio.

Cabia lá tudo, todos os sentimentos, todas as expressões.

Ele revelava-se no silêncio, elevava-se pelo seu ritmo.

E era doce. Muito doce.

Simples minutos de silêncio já contavam aos ouvidos curiosos toda a sua vida.


Silêncio.

Era isso a sua vida.

Ele era corajoso e usava um dom.

Ele usava o lado mais belo da noite supreendente.

O silêncio reinava e era essa a melodia...

E que bonita que era essa melodia, silenciosa mas viva.

Ele era criativo, imaginava o mundo sem som.



poema de Catarina Silva, 7.º A

13/06/10

silêncio

O silêncio rabisca as palavras como uma caneta cansada,

Numa harmonia de voz,

um dom transparente,

como as folhas contra o vento,

no silêncio recompõe-se a paz.



poema elaborado pelo 7.º A, enviado pela Catarina Silva

MP4

Tenho, com 8 horas de uso, 8cm de altura e 4cm de largura, demoro 12 segundos a abrir o menu principal, com 9 diferentes funções: sou o "MP4 Ingo" do SmooD.

Tenho 5 botões que fazem "plock" quando se carrega, apenas com capacidade de 4gb de memória.

Sou usado todos os dias. É muito cansativo, pois trabalho 8 horas por dia, mas quando chega a noite, o SmooD liga-me ao seu computador, com um cabo comprado no marroquino, conectado a um pc com o "OS" Windows 7 Ultimate, sacado num website de piratas.

A minha vida é um sonho!!

Só tenho boa música, tudo muito bem organizado em 5 pastas, todas vindas do INSYS do pai do SmooD.

Apenas com 5 músicas pimba, várias de dance e o resto metal.

"UnFoundFM.net [5] (Novas/SmooD)" e "Good Vibes" talvez as pastas mais ouvidas, talvez as melhores pastas que tenho na memória.

Quando os seus phones entram no sitio certo eu solto uma potência de som brutal.

SOU UM MP4 MUITO FELIZ !!

Pedro Monteiro, 7.º B
 
(texto produzido na actividade de escrita "Faz de conta...")