ilustração de Oliver Jeffers

14/06/10

a melodia do silêncio

Ele não procurava gestos, procurava silêncio.

Silêncio que se estendia às três dimensões da noite
.
Ele era músico, e a sua música era o silêncio.

Cabia lá tudo, todos os sentimentos, todas as expressões.

Ele revelava-se no silêncio, elevava-se pelo seu ritmo.

E era doce. Muito doce.

Simples minutos de silêncio já contavam aos ouvidos curiosos toda a sua vida.


Silêncio.

Era isso a sua vida.

Ele era corajoso e usava um dom.

Ele usava o lado mais belo da noite supreendente.

O silêncio reinava e era essa a melodia...

E que bonita que era essa melodia, silenciosa mas viva.

Ele era criativo, imaginava o mundo sem som.



poema de Catarina Silva, 7.º A

13/06/10

silêncio

O silêncio rabisca as palavras como uma caneta cansada,

Numa harmonia de voz,

um dom transparente,

como as folhas contra o vento,

no silêncio recompõe-se a paz.



poema elaborado pelo 7.º A, enviado pela Catarina Silva

MP4

Tenho, com 8 horas de uso, 8cm de altura e 4cm de largura, demoro 12 segundos a abrir o menu principal, com 9 diferentes funções: sou o "MP4 Ingo" do SmooD.

Tenho 5 botões que fazem "plock" quando se carrega, apenas com capacidade de 4gb de memória.

Sou usado todos os dias. É muito cansativo, pois trabalho 8 horas por dia, mas quando chega a noite, o SmooD liga-me ao seu computador, com um cabo comprado no marroquino, conectado a um pc com o "OS" Windows 7 Ultimate, sacado num website de piratas.

A minha vida é um sonho!!

Só tenho boa música, tudo muito bem organizado em 5 pastas, todas vindas do INSYS do pai do SmooD.

Apenas com 5 músicas pimba, várias de dance e o resto metal.

"UnFoundFM.net [5] (Novas/SmooD)" e "Good Vibes" talvez as pastas mais ouvidas, talvez as melhores pastas que tenho na memória.

Quando os seus phones entram no sitio certo eu solto uma potência de som brutal.

SOU UM MP4 MUITO FELIZ !!

Pedro Monteiro, 7.º B
 
(texto produzido na actividade de escrita "Faz de conta...")

14/05/10

A Vida Inteira


A minha história é fácil de contar, mas penosa. No entanto é curiosa, dada a perdição em que vim a cair e à maneira de ser da rapariga que, vamos lá, amo do fundo de mim."


A Vida Inteira, Miguel Esteves Cardoso.

Em leitura de Catarina Silva, 7.º A

09/04/10

Biblioburro

Esta é uma história verdadeira, e um exemplo.


Em defesa de Wang-Fô

A grande paixão de Wang-Fô é pintar e isso não se resume a agarrar num pincel e esborratar numa tela aquilo que se vê. Isto que eu acabei de dizer é a visão do Imperador perante um quadro, mas não é a do velho Wang nem a de nenhum outro grande pintor.

Um verdadeiro pintor observa, altera, imagina e cria.

É isto que faz os quadros de Wang-Fô serem tão belos e tão apreciados, Wang-Fô foi envelhecendo a pintar assim e não sabe, nem quer saber, pintar de outra maneira, pois se ele pintasse tudo aquilo que via e como via, os quadros não seriam diferentes nem a sua mensagem tão especifica.

Wang-Fô não é culpado da infância triste do Imperador, pois não foi ele que o trancou num quarto do qual não podia sair.
E assim, declaro o velho pintor Wang-Fô inocente da acusação que recaía sobre ele.

Cristiana Garoto 7.º D

Muito obrigado!

Um dia, os garotos que habitualmente se reuniam frente à igreja de S. João Baptista, no Uptown, decidiram investigar mais tesouros perdidos e objectos de valor no subway. No meio de tanta escuridão, a que não estavam habituados, ao princípio não conseguiram ver nada mas depois lá se habituaram. Viram várias pessoas a mascar pastilha elástica, impacientes por o metro não chegar; e viram pessoas a trabalhar: os limpa-vias. Gostaram especialmente de um que era bem-educado mas apenas lhes sorria, não falava (“parecia que era mudo”, dizia um garoto cujo nome era Pedro).

Encontraram muita coisa, tanto pastilhas elásticas até às mais brilhantes moedas que as senhoras deixavam cair. Passada meia hora aproximadamente, já tinham montes de sacos cheios de coisas de valor. Então, a curiosidade despertou. Foram conhecer o limpa-vias bem-educado:
- Hello! – Disse Pedro. Tinha-se apercebido que o homem não falava Inglês. Então experimentou várias línguas: francês, espanhol, alemão e até chinês (e o limpa-vias continuava a sorrir), mas não era nenhuma daquelas. Experimentou, cansado, uma língua de que muito entendia (para além de ter quase a certeza que o senhor não iria compreender): o português.
- Olá!
Mal Pedro diz isto, o homem sorriu-lhe com mais intensidade e exclamou surpreendido:
- Olá! O meu nome é João. Sabes? Tu és um poliglota e muito corajoso. Nunca ninguém teve coragem de experimentar várias línguas a ver se conseguia falar comigo.
Pedro, orgulhoso de si mesmo disse:
- O meu nome é Pedro. Eu gosto muito de aprender e de conhecer pessoas. Eu imigrei para Nova York porque os meus pais ficaram sem emprego em Portugal, com a crise que há lá, e aí aprendi muitas línguas.
- Muito bem. Eu imigrei para Nova York para sustentar os meus seis filhos e a minha mulher, claro.
- Olha, já alguma vez foste ao Uptown, onde estão os respiradouros? É que como trabalhas aqui em baixo pensei…
- Não, nunca fui, mas tenho fé de que um dia possa ir.
- Quando acabares o teu trabalho, vai ter comigo ali ao fundo, ok?

O limpa-vias percebeu o que ele queria e apenas teve coragem para abanar a cabeça e dizer que sim.
O Pedro e os amigos, carregados de sacos, levaram o limpa-vias ao Uptown, limpo e fresco.
O limpa-vias disse apenas:
- Muito obrigado!


Cristiana Coutinho, 7.º D

15/03/10

Lua Nova

Lua Nova, o segundo livro da Saga Luz e Escuridão, escrito por Stephenie Meyer, relata o segundo ano de uma simples humana, Isabella Sawn, mais conhecida por Bella, na casa do seu pai em Forks, Washington. Bella, namorada de um ser imortal, mais especificamente um vampiro cujo nome é Edward, vive imensas aventuras com apenas um objectivo: ficar com Edward.


O livro é interessante, aconselho a sua leitura, assim como a de todos os outros livros da Saga.
 
Catarina Silva, 7.ºA

13/03/10

Sonho frutuoso

Numa noite fria de Inverno, tinha acabado de jantar, dirigi-me para o meu quarto. Deitei-me na cama e adormeci. Comecei a sonhar, e no sonho dei por mim num lugar desconhecido com o céu azul cheio de nuvens e soprava uma brisa agradável, mas fria. Olhei para todos os lados e não vi ninguém. Foi a única vez que me vi tão só e perdida.

Como sair dali? Eu não sabia, por isso comecei a andar, a andar, a andar, até que me cansei e decidi sentar-me. Passado algum tempo, vi um senhor alto, já com alguma idade, cabelos cinzentos e olhos verdes, todo vestido de branco. Fui a correr ter com ele para que me dissesse onde eu estava. Quando já estava a alcançá-lo desapareceu. Seria médico, cientista, acólito? Fiquei sem saber!


Quem era ele, eu não consegui perceber. Desapareceu por trás de uma cortina azul e não o consegui mais avistar, apenas ficou um fruto no seu lugar.
Acordei, acendi a luz e vi que estava no meu quarto. Tudo não passou de um sonho.

Agora, resta-me a esperança de voltar a sonhar e conseguir descobrir quem era o indivíduo que povoou o meu sonho e para onde é que ele foi quando desapareceu.


Ana Catarina Antunes, 7.º B

História sobre o quadro "Escada para a lua" de O'Keeffe

Quando dei por mim, ali estava eu. Não sei porquê, mas estaria ali pelo pecado que cometi?
Olhei à minha volta e estava tudo deserto, apenas eu eu e uma linda lua lá em cima pregada num manto sem ter fim.
Ao longe, vi umas escadas. Aproximei-me, olhei e examinei-as.
Eram umas escadas muito invulgares... lisas, altas, claras, elegantes e pareciam não acabar!
Decidi subir para ver até onde iam... subi, subi, subi, até que cheguei ao fim.


Estava quase a chegar à lua, os meus olhos brivalham aquela cor branca e suave, reflectia-se nos meus olhos.
Por um dedo indicador, de 6 cm, não chegara lá. Queria muito tocar na Lua, era uma coisa de sonho.
Decidi tirar o último degrau das escadas, e meti-lo no meu dedo, tentei chegar lá, mas não conseguia. Retirei o seguinte, e ainda não conseguia chegar lá.
Fui retirando, retirando, retirando... até que cheguei ao primeiro degrau.
Contudo, a escada já não existia.
Começei a ouvir uma voz, era uma voz nem de mulher, nem de homem, nem muito suave, nem muito agressiva, nem muito distante nem muito próxima...
A voz começou a falar e disse que o que eu tinha feito às escadas foi o que eu fiz à minha vida, destruí-a aos poucos.

De repente... voltei à realidade, saí daquele maldito quadro e decidi mudar a minha vida.
Pensa sempre que umas escadas são como a tua vida, cada vez que cai um degrau a tua vida perde um significado.

Margarida Farinha, 7.º B

nota: texto motivado pela actividade de escrita "uma aventura dentro de um quadro".